PLANEJAMENTO REPRODUTIVO E SAÚDE MATERNO-INFANTIL EM FRONTEIRA
DOI:
https://doi.org/10.16887/2kc44d24Palabras clave:
Planejamento Reprodutivo, Mortalidade Materna, Saúde da Mulher, Atenção Primária, Políticas Públicas em SaúdeResumen
Introdução:O estudo analisou a relação entre o acesso organizacional ao Programa de Planejamento Reprodutivo e os casos de óbitos maternos, infantis e fetais no município de Foz do Iguaçu/PR, localizado na região da Tríplice Fronteira (Brasil, Paraguai e Argentina), no período de 2019 a 2023.Objetivo:Compreender como a estrutura, o funcionamento e a resolutividade do programa influenciam os indicadores de saúde reprodutiva. Métodos:Trata-se de uma pesquisa qualitativa, exploratória e descritiva, utilizou análise documental, dados epidemiológicos e entrevistas semiestruturadas com profissionais de saúde e familiares. A análise de conteúdo (Bardin,2010) permitiu identificar categorias temáticas que evidenciam limitações estruturais e organizacionais no acesso a métodos contraceptivos e à assistência reprodutiva. Resultados:Apontam que a ausência de fluxos definidos, a dependência da consulta médica para prescrição de métodos e a baixa autonomia dos enfermeiros restringem a resolutividade da Atenção Primária, retardando o atendimento e contribuindo para gestações não planejadas e desfechos adversos. Conclusão: o fortalecimento do planejamento reprodutivo, por meio de políticas públicas integradas e da ampliação da autonomia profissional, é essencial para reduzir os óbitos maternos e infantis, promover a equidade no acesso e garantir o exercício dos direitos sexuais e reprodutivos das mulheres.
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