CONDUTAS DE RISCO E PCAS
PERSPECTIVA SOCIOCULTURAL DE LE BRETON
DOI:
https://doi.org/10.16887/msncen73Palabras clave:
Educação Física, Ritos ordálicos, Corporeidade, Juventude, Pedagogia do RiscoResumen
A sociedade contemporânea vivencia profundas transformações nas formas de relação dos indivíduos, especialmente os jovens, com o risco e a busca por experiências que conferem intensidade e sentido à existência. Este estudo propõe uma análise teórica das conexões entre as condutas de risco, segundo o sociólogo francês David Le Breton, e as práticas corporais de aventura, reconhecidas no campo da Educação Física brasileira e incorporadas à Base Nacional Comum Curricular. Trata-se de uma pesquisa qualitativa de natureza teórica, fundamentada na análise documental e revisão bibliográfica. A metodologia apoia-se na “descrição densa”, proposta por Geertz, possibilitando compreender os significados socioculturais das práticas corporais e contrapondo-se à visão naturalizada do corpo. A análise documental, conforme Lüdke e André, permite explorar aspectos novos do fenômeno estudado. Foram examinadas obras de Le Breton, sobretudo Condutas de risco: dos jogos de morte ao jogo de viver, articuladas à literatura brasileira sobre práticas corporais de aventura na Educação Física escolar. A análise revelou convergências conceituais quanto à centralidade do risco como componente da experiência humana e à busca por intensidade existencial. Conclui-se que as práticas corporais de aventura configuram uma canalização construtiva das motivações existenciais que sustentam as condutas de risco juvenis, contribuindo para o desenvolvimento de uma “Educação Física existencial”, que valorize as dimensões simbólicas e subjetivas do movimento humano e promova experiências significativas diante dos desafios contemporâneos.
Descargas
Referencias
Brasil. (2017). Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC.
Corrêa, E. A. (2008). Formação do profissional de Educação física no contexto das atividades físicas de aventura na natureza. (Dissertação de Mestrado). UNESP, Rio Claro, SP, Brasil.
Corrêa, E. A. (2023). Práticas corporais de aventura na educação física escolar. Ambiente: Gestão e Desenvolvimento, 16(1), 1-15. DOI: https://doi.org/10.24979/r7frve30
Inácio, H. L. D. (2014). Práticas corporais de aventura na natureza. Motrivivência, 26(42), 168-187.
Inácio, H. L. D. (2023). Proposta de classificação das práticas corporais de aventura para o ensino na educação física escolar. Revista Brasileira de Ciências do Esporte, 45, e002323.
Le Breton, D. (2006). A sociologia do corpo. Petrópolis: Vozes.
Le Breton, D. (2009). Condutas de risco: dos jogos de morte ao jogo de viver. Campinas: Autores Associados.
Le Breton, D. (2016). O sabor do mundo: uma antropologia dos sentidos. São Paulo: Vozes.
Lüdke, M., & André, M. E. D. A. (1986). Pesquisa em educação: abordagens qualitativas. São Paulo: EPU.
Oliveira, S. C. de, & Gomes, C. F. (2012). Conduta de risco. Série Estudos UCDB, (33), 243-247.
Silva, C. L. da, Velozo, E. L., & Rodrigues Jr, J. C. (2008). Pesquisa qualitativa em Educação Física: possibilidades de construção de conhecimento a partir do referencial cultural. Educação em Revista, 24(48), 37-60. DOI: https://doi.org/10.1590/S0102-46982008000200003
Veronese, A. M., & Oliveira, D. L. C. de. (2010). Condutas de risco: dos jogos de morte ao jogo de viver (resenha). Revista Gaúcha de Enfermagem, 31(3), 591-592. DOI: https://doi.org/10.1590/S1983-14472010000300026
Descargas
Publicado
Número
Sección
Licencia
Autores que publicam nesta revista concordam com os seguintes termos:- Autores mantém os direitos autorais e concedem à revista o direito de primeira publicação, com o trabalho simultaneamente licenciado sob a Licença Creative Commons Attribution que permite o compartilhamento do trabalho com reconhecimento da autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm autorização para assumir contratos adicionais separadamente, para distribuição não-exclusiva da versão do trabalho publicada nesta revista (ex.: publicar em repositório institucional ou como capítulo de livro), com reconhecimento de autoria e publicação inicial nesta revista.
- Autores têm permissão e são estimulados a publicar e distribuir seu trabalho online (ex.: em repositórios institucionais ou na sua página pessoal) a qualquer ponto antes ou durante o processo editorial, já que isso pode gerar alterações produtivas, bem como aumentar o impacto e a citação do trabalho publicado (Veja O Efeito do Acesso Livre).


