AUTOPERCEPÇÃO DE SAÚDE E ESTILO DE VIDA EM ESTUDANTES UNIVERSITÁRIOS
DOI:
https://doi.org/10.16887/32yprz07Keywords:
Autopercepção de saúde, estudantes universitários, estresse, estilo de vidaAbstract
Introdução: Universitários estão expostos a comportamentos prejudiciais à saúde, como estresse, sedentarismo e consumo de substâncias. Objetivo: Analisar aspectos sociodemográficos, estilo de vida e qualidade de vida de estudantes do curso de Bacharelado em Educação Física, e sua associação com a autopercepção de saúde. Métodos: Trata-se se um estudo transversal, com amostra de 228 estudantes regularmente matriculados em uma instituição de ensino superior privada em Teresina-PI, no segundo semestre de 2024. Os instrumentos utilizados foram o questionário ISAQ-A e o IPAQ. A análise foi conduzida no SPSS, com regressão logística multinomial. Resultados: Os dados revelaram associação estatisticamente significativa entre a autopercepção de saúde as variáveis sexo, nível de estresse e satisfação com a vida. Estudantes do sexo masculino apresentaram maior chance de relatar uma percepção positiva de saúde em comparação às mulheres (OR = 2,15; IC95%: 1,05-2,51; p = 0,002). O nível de estresse também esteve associado: estudantes que relataram sentir estresse com menor frequência tiveram maior chance de avaliar sua saúde de forma positiva (OR = 5,68; IC95%: 1,45-28,29; p = <0,0001). Conclusão: A autopercepção de saúde dos universitários esteve associada ao sexo, estresse e satisfação com a vida, sendo mais positiva entre homens, menos estressados e mais satisfeitos com a vida. Recomenda-se que as universidades invistam em ações de prática de atividades física, apoio emocional e promoção de bem-estar.
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