ACESSIBILIDADE PEDONAL NO PROGRAMA EMBAIXADAS CARIOCAS: ANÁLISE COMPARATIVA DOS LOTES 1 E 2

Autores

  • Tibério Machado Instituto Crescer com Meta , OPPEL - Observatório de Políticas Públicas, Esportes e Lazer
  • Mauro Moraes Macêdo Meta Eventos Culturais e Esportivos , OPPEL - Observatório de Políticas Públicas, Esportes e Lazer

DOI:

https://doi.org/10.16887/rvsv6a06

Palavras-chave:

Acessibilidade Pedonal, políticas públicas, justiça espacial

Resumo

O artigo analisa a acessibilidade pedonal e o potencial de atração metropolitana dos Lotes 1 e 2 do Programa Embaixadas Cariocas, uma iniciativa da prefeitura do Rio de Janeiro (via SEIM) que estrutura Hubs de Serviços Integrados em áreas vulneráveis das Zonas Norte e Oeste. Baseando-se nos conceitos de justiça espacial e direito à cidade, o estudo investiga se a localização das unidades favorece o acesso de moradores da capital e de municípios vizinhos da Região Metropolitana (RMRJ).

A metodologia adotada consistiu em uma pesquisa aplicada quanti-qualitativa baseada em isócronas pedonais de até 15 minutos (cerca de 1.200 metros), utilizando o Google Maps para aferir as distâncias reais a pé até os nós de transporte de massa (trem, metrô e BRT) e vias arteriais.

Os resultados apontam acerto na estratégia locacional: todas as seis unidades analisadas estão dentro do limite de 15 minutos a pé. O Lote 1 (Guadalupe, Padre Miguel e Santa Cruz) destaca-se pelo equilíbrio e integração integral com o sistema de trilhos, apresentando menor distância média a pé (~370 metros). O Lote 2 (Penha, Maré e São Cristóvão) sobressai-se pela inserção macroviária em eixos de alta capacidade, conferindo-lhe maior flexibilidade e alcance regional. As unidades de Guadalupe e Maré receberam classificação "Alta" de acessibilidade, sendo consideradas os principais hubs de integração.

Conclui-se que o programa favorece, de grau moderado a elevado, a atração metropolitana e atua como vetor de inclusão. Os autores recomendam a continuidade da política pública e sugerem novos estudos que avaliem a qualidade das calçadas e a origem real dos usuários.

Downloads

Os dados de download ainda não estão disponíveis.

Referências

Abrucio, F. L. (2010). A dinâmica federativa da educação brasileira: diagnóstico e propostas de aperfeiçoamento. In R. P. Oliveira & W. Santana (Orgs.), Educação e federalismo no Brasil. UNESCO.

Arretche, M. (2015). Trajetórias das desigualdades: como o Brasil mudou nos últimos cinquenta anos. Editora Unesp.

Geurs, K. T., & Van Wee, B. (2004). Accessibility evaluation of land-use and transport strategies: review and research directions. Journal of Transport Geography, 12(2), 127–140. DOI: https://doi.org/10.1016/j.jtrangeo.2003.10.005

Gil, A. C. (2019). Como elaborar projetos de pesquisa (6ª ed.). Atlas.

Gomide, A. A. (2006). Transporte urbano e inclusão social: elementos para políticas públicas. IPEA.

Google LLC. (2025). Google Maps (Versão para web) [Software]. https://maps.google.com

Grin, E. J., Abrucio, F. L., Franzese, C., & Segatto, C. I. (2021). Governança metropolitana no Brasil: diagnóstico e perspectivas. IPEA.

Guilherme, J. R., & Silva, O. O. N. (2023). Acessibilidade dos espaços públicos esportivos da cidade de Várzea do Poço — Bahia. In Educação Física e Ciências do Esporte: Uma abordagem interdisciplinar. Editora Científica Digital. DOI: https://doi.org/10.37885/230212078

Harvey, D. (2014). Cidades rebeldes: do direito à cidade à revolução urbana. Martins Fontes.

Herszenhut, D., Pereira, R. H. M., & Braga, C. M. (2022). Desigualdades socioespaciais de acesso a oportunidades nas regiões metropolitanas brasileiras. IPEA.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2020). Atlas da vulnerabilidade social nos municípios brasileiros. IPEA.

Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada. (2022). Estimativas de acessibilidade a empregos e serviços públicos via transporte ativo, público e privado nas vinte maiores cidades do Brasil no período 2018-2019. IPEA.

Lefebvre, H. (1968). Le droit à la ville. Anthropos.

Lowry, I. S. (1964). A model of metropolis. RAND Corporation.

Machado, T. C. J., & Macêdo, M. M. L. (2023). Lazer e Esporte: a gestão de Vilas Olímpicas na cidade do Rio de Janeiro. Lecturas: Educación Física y Deportes, 28(301). DOI: https://doi.org/10.46642/efd.v28i301.3907

Maricato, E. (2011). O impasse da política urbana no Brasil. Vozes.

Organização Mundial da Saúde. (2017). Diretrizes da OMS sobre atividade física e comportamento sedentário. OMS.

Pereira, R. H. M., & Daniel, H. (2022). Comparando a acessibilidade entre dois cenários de transporte. In Acesso a Oportunidades no Brasil. IPEA. DOI: https://doi.org/10.38116/9786556350547cap6

Pereira, R. H. M., & Herszenhut, D. (2022). Justiça distributiva e equidade no transporte: legado dos megaeventos e desigualdades de acesso a oportunidades no Rio de Janeiro. IPEA.

Pereira, R. H. M., Herszenhut, D., Braga, C. M., & Nadalin, V. (2021). Acessibilidade urbana e desigualdades socioeconômicas nas metrópoles brasileiras. Revista Brasileira de Estudos Urbanos e Regionais, 23, 1–24.

Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento. (2013). Índice de Desenvolvimento Humano Municipal Brasileiro. PNUD/IPEA/FJP.

Pochmann, M. (2022). Cidade de direitos: a política urbana no Brasil contemporâneo. Contexto.

Prodanov, C. C., & Freitas, E. C. (2013). Metodologia do trabalho científico: métodos e técnicas da pesquisa e do trabalho acadêmico (2ª ed.). Feevale.

Sobral Filho, A. M., & Silva, O. O. N. (2023). Análise da acessibilidade em espaços públicos de esporte e lazer de Baixa Grande — BA. In Educação Física e Ciências do Esporte: Uma abordagem interdisciplinar. Editora Científica Digital. DOI: https://doi.org/10.37885/230111759

Soja, E. W. (2010). Seeking spatial justice. University of Minnesota Press. DOI: https://doi.org/10.5749/minnesota/9780816666676.001.0001

Spink, P., Clemente, R., Keppke, R., & Martins, M. R. (2020). Centros integrados de serviços públicos: inovação institucional e coordenação intersetorial. Revista de Administração Pública, 54(4), 812–833.

Terra, T. E., Silva Júnior, O. S., & Bandeira, R. A. M. (2022). Mobilidade urbana: uma análise sobre as políticas públicas de transporte da região metropolitana do Rio de Janeiro. Revista Brasileira de Planejamento e Desenvolvimento, 11(2). DOI: https://doi.org/10.3895/rbpd.v11n2.13540

Vasconcellos, E. A. (2022). Mobilidade urbana e cidadania (2ª ed.). Annablume.

Villaça, F. (2011). Espaço intra-urbano no Brasil (2ª ed.). Studio Nobel.

Yin, R. K. (2015). Estudo de caso: planejamento e métodos (5ª ed.). Bookman.

Downloads

Publicado

2026-09-29

Como Citar

ACESSIBILIDADE PEDONAL NO PROGRAMA EMBAIXADAS CARIOCAS: ANÁLISE COMPARATIVA DOS LOTES 1 E 2. (2026). Fiep Bulletin - online, 96(2), e7196. https://doi.org/10.16887/rvsv6a06

Artigos mais lidos pelo mesmo(s) autor(es)

<< < 1 2