EFEITOS DA DANÇOTERAPIA EXPRESSIVA NA QUALIDADE DE VIDA DE IDOSOS
DOI:
https://doi.org/10.16887/tesege28Palavras-chave:
envelhecimento ativo, dança expressiva, qualidade de vida, promoção da saúde, gerontologiaResumo
Introdução: O envelhecimento populacional impõe desafios crescentes aos sistemas de saúde, especialmente relacionados à perda da autonomia funcional, dores crônicas, sedentarismo, isolamento social e aumento da procura por serviços públicos. Nesse contexto, práticas corporais expressivas realizadas em grupo surgem como estratégias acessíveis e eficazes para a promoção da saúde e do envelhecimento ativo em contextos comunitários. Objetivo: Analisar os efeitos da Dança Expressiva baseada em musicalidade afetiva sobre aspectos funcionais, físicos, emocionais, cognitivos e sociais de pessoas idosas participantes de projetos comunitários no Vale do Taquari (RS). Métodos: Trata-se de um estudo observacional, quantitativo, descritivo e analítico, com delineamento quasi-experimental, conduzido com 298 participantes, integrantes de projetos de Dança Expressiva desenvolvidos em 15 municípios do Vale do Taquari (RS). A coleta de dados ocorreu por meio de questionário estruturado de percepção subjetiva e observação sistematizada dos profissionais. Os dados foram analisados por estatística descritiva, com apresentação de frequências e percentuais. Resultados: A maioria dos participantes relatou melhora na facilidade para caminhar (82,9%), redução de dores corporais (79,5%), aumento da disposição física (85,2%), melhora do humor e da vontade de viver (88,3%), avanços na convivência social (86,9%) e maior segurança para locomoção (83,6%). Destaca-se que 68,1% relataram redução na procura por serviços públicos de saúde. Conclusão: A Dança Expressiva baseada em musicalidade afetiva mostrou-se eficaz na promoção do envelhecimento ativo, contribuindo para melhorias funcionais, emocionais e sociais, além de impactar positivamente a percepção de saúde e a autonomia de pessoas idosas em contextos comunitários.
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