ANÁLISE DE 1000 HORAS DE BEACH TENNIS EM ATLETAS AMADORES
DOI:
https://doi.org/10.16887/hyq7d945Palavras-chave:
Beach Tennis, estimativa calórica, zonas de FC, OMS, ACSMResumo
Introdução: O Beach Tennis (BT) tem crescido rapidamente, mas poucos estudos exploram sua relação com diretrizes de saúde. Objetivo: analisar 1000 horas de treinamentos monitorados em atletas amadores para verificar se os dados coletados estão alinhados com as recomendações da OMS e do ACSM. Métodos: Foram avaliados 283 participantes de diferentes idades, sexos e níveis de habilidade, monitorados em tempo real por cintas peitorais conectados a software de análise. Cada sessão de treinamento durou 60 minutos. Os dados foram processados com o software R (Versão 4.3.2); nível de significância α = 0,05. Resultados: Em média, os praticantes gastaram 604,9 kcal por sessão, equivalente a 8,5 METs, indicando alta intensidade. Mais de 56% do tempo ocorreu em zonas de FC vigorosa (78-90%), o que está alinhado às recomendações do ACSM para melhoria da aptidão cardiovascular. Observou-se forte correlação entre FC média e gasto calórico (r = 0,65), corroborando a eficácia do BT em promover esforço intenso de forma autorregulada. A análise mostrou que sessões com até cinco participantes otimizam o gasto energético, e duas sessões semanais são suficientes para atender às metas de atividade física da OMS. Outrossim, o BT mostrou viabilidade para diferentes faixas etárias e gêneros, com atletas mais velhos apresentando padrão de esforço semelhante aos mais jovens. A exposição ao esforço máximo, ainda que variável, reforça a necessidade de avaliação prévia e supervisão profissional para segurança. Conclusão: O BT emerge como atividade de alta eficiência fisiológica, segura e acessível, com potencial para estratégias de promoção da saúde pública.
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